domingo, 28 de setembro de 2008

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Se não fosse o narizinho...



Não me venham com mentiras; com essas distorções da realidade que engendram para confortar; não são necessárias. Lágrimas já a deformam por demais. Dela, às vezes, até formam duplicata.

Não me venham com falsos risos; risos desmedidos e tão brancos como a neve, mas tão gelados quanto. Risos que escondem preocupação e medo. É normal temer o árduo.

Não congelem meus sentidos. Deixem intactos, ao menos, o olfato e a visão, que tantas lembranças trazem à superfície desse meu náufrago pensamento.

Mas destruam a audição; eliminem; silenciem. Não quero ouvir boatos e falsas projeções. Até mesmo a verdade cética não se faz bem-vinda. Quero ter a esperança da mais pura criança; acreditar no improvável e me valer das incríveis exceções da vida.

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Tudo isso porque és parte de mim. Amo-te da forma mais clichê. Amo-te, pois és paradoxal: forte e impenetrável como uma rocha e, ao mesmo tempo, simples e delicada como uma flor.

Por isso, digo com toda a certeza da minha alma: ficarás bem! Todos ficaremos!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ainda sobre a felicidade


Felicidade é tocar piano

sem encostar nas teclas

e mesmo assim ouvir a música

Ainda mais! Pensar que

Se nas teclas o toque houvesse

Uma sinfonia se faria plena, perfeita

Mas sem acordes.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Plano

Sinto-me cair; cair do plano.
tento segurar nas saliências,
mas algumas se soltam, são frágeis
e outras, tão fortes, escorregam.

Não. Não apenas sinto; eu realmente caio.
Caio noutro plano; caio sem querer cair.
Talvez eu queira...

O outro plano era bem mais reto, mais plano.
Plano demais...
Avisto uma saliência; ela aproxima-se e parece escorregadia.
Tenho um plano
Cadê minhas luvas?

quinta-feira, 12 de junho de 2008

iceberg

95% está escondido;
Ahhh! Se fosse apenas um iceberg...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Eventos iguais e "repetíveis"

Tudo observo
Nada vejo
Mas antes o nada ao
de tudo repetidor sem desejo.

O papagaio em seu paletó
finge que contempla a presença
dos escuros que se vão sem dó

Por que o faz?

Será que tudo o que exprime
tem valor?
Agindo de boa(?) fé, vejo no profeta

um gravador.

segunda-feira, 26 de maio de 2008